Câncer de pele - guia sobre a doença
Câncer de pele

Câncer de pele: guia sobre a doença

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de pele corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, sendo o mais frequente no país. A denominação mais simples da doença é o crescimento anormal e descontrolado de células cutâneas. De acordo com camada da pele afetada, o especialista aponta o tipo de câncer.

O câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos de pele, cabelos e olhos claros, sensíveis aos raios ultravioletas do sol ou com histórico da doença na família, sendo mais raro em crianças e negros, com exceção dos portadores de doenças cutâneas anteriores.

Tipos de câncer de pele mais comuns

Carcinoma basocelular (CBC): esse tipo de câncer de pele é o mais comum e menos agressivo, representando 70% dos casos. Seu nome advém das células basais que compõem a pele e constituem o tumor. Costuma evoluir de maneira lenta e raramente atinge outros tecidos da pele ou causa metástase (o câncer já se espalhou para outros órgãos). O rosto e o pescoço são as áreas do corpo mais afetadas pela doença pela exposição frequente ao sol, sendo o nariz a parte mais atingida.

Carcinoma espinocelular (CEC): responsável por 20% dos tumores cutâneos, o carcinoma espinocelular é mais agressivo do que o basocelular e pode atingir outros órgãos, caso não seja retirado a tempo. Forma-se a partir das células epiteliais e do tegumento. Também afeta regiões mais expostas ao sol, principalnte orelha, mãos, braços e costuma atingir mais homens acima dos 60 anos.

Melanoma: tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento). Por ser o tipo de câncer de pele mais agressivo e perigoso, pode avançar para outros órgãos rapidamente, inclusive para o cérebro, criando metástases e aumentando a letalidade. Ocorre com mais frequência no rosto, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais. Entre seus diversos tipos clínicos de melanoma, destaca-se o melanoma nodular, melanoma lentigioso acral (que ocorre nas extremidades como mãos e pés) e melanoma maligno lentigo (que surge de manchas antigas). Nesse tipo de câncer há uma tendência familiar,então pessoas que têm parentes de primeiro grau (pais ou irmãos) que já tiveram melanoma devem fazer acompanhamento de perto.

O diagnóstico da doença pode ser feito pela avaliação clínica e retirada da lesão suspeita para análise (biópsia). O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura, por isso, faça ao menos uma visita anual ao dermatologista. No site da Sociedade Brasileira de Dermatologia há uma calculadora de risco para câncer de pele. Faça o teste e fique sempre de olho no aspecto de suas manchas e pintas. A calculadora tem apenas caráter informativo e não deve ser encarada como um diagnóstico, ok? Em hipótese alguma, deixe de consultar um médico se desconfiar de alguma alteração em sua pele.

Principais causas do câncer de pele

A exposição ao sol excessiva durante toda a vida é um dos principais fatores de risco para o câncer de pele. Se for combinada com o uso de câmaras de bronzeamentos, as chances de tumores cutâneos crescem ainda mais. Sabe aquela pele que queima e não bronzeia? Também corre mais risco. Por isso, a proteção solar deve começar na infância (filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses) e ser mantida nas etapas seguintes, principalmente se a pele for clara, tiver sardas ou possuir albinismo.

O câncer de pele atinge mais adultos, com maior frequência em pessoas do sexo masculino acima dos 50 anos. Quanto mais avançadas for a idade, maior é o tempo de exposição solar. Uma coisa leva a outra. Pessoas com sistema imunológico enfraquecido, leucemia, linfoma, transplantadas ou que tomam medicamentos que suprimem o sistema imunológico têm maior risco.

A hereditariedade também é um fator de risco, principalmente se os antecedentes familiares da doença forem parentes de primeiro grau. Nesse caso, as visitas ao dermatologista devem ser mais frequentes.

Casos de recidiva, pessoa que já tratou um determinado tipo de câncer de pele e ele retornou, merecem mais atenção.

Como saber se uma mancha ou pinta são sinais de câncer de pele

Manchas que coçam, sangram, mudam de cor e demoram para cicatrizar podem ser indícios de câncer de pele. O excesso de pintas com alteração no tamanho, na cor e no formato das que já existem também precisam ser avaliadas.

Examine todas as partes do corpo com a ajuda de um espelho e não fique preso apenas às regiões de fácil acesso. Observe as costas, antebraços, axilas, pernas, área genital, planta e o peito dos pés, entre os dedos, atrás das orelhas, couro cabeludo e nádegas.

A autoavaliação de pintas é uma das formas de identificar o câncer de pele e pode ser decisiva na detecção precoce da doença. Porém, não é suficiente para o diagnóstico final. Para isso, consulte um dermatologista.

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Tratamentos mais indicados para o câncer de pele

Independente do tipo de câncer de pele, o tratamento mais indicado é a cirurgia para retirada do tumor. Porém para o tipo melanoma, a quimioterapia também podem ser utilizada, mas isso depende do estágio da doença. Em caso de metástase, o melanoma é praticamente incurável. Por isso a importância do diagnóstico precoce.

Entre as opções de tratamento, vale destacar: cirurgia excisional, curetagem , criocirurgia, cirurgia a laser, cirurgia micrográfica de Mohs e terapia Fotodinâmica (PDT). A indicação de procedimento adequado para cada caso deve ser feita pelo médico dermatologista.

Prevenção do câncer de pele e manchas

O uso protetor solar de, no mínimo, FPS 30 e com proteção UVA e UVB deve ser diário. Considere também a reaplicação do produto de quatro em quatro horas.

Se for se expor ao sol, prefira fazer isso no período antes das 10h e após as 16h, sempre dando preferência a regiões com mais sombra. Faça uso de chapéus e roupas que cubram boa parte do corpo. Além de prevenir o câncer de pele, ainda evita o surgimento de manchas de pele, melasma (aquelas manchas acastanhadas de difícil tratamento na face) e envelhecimento precoce.

O câncer de pele é uma doença séria e exige cuidados específicos em todas as etapas, desde a prevenção até o tratamento. Se tiver alguma dúvida sobre ou outros assuntos, envie sua pergunta ao dermatologista!

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