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Perguntas e respostas

Repelentes: como funcionam na pele e quais as formas mais eficazes de se usar

Muita gente usa, mas poucos entendem como funcionam realmente. Especialmente nessa época do ano, onde o verão vai chegando com os dias mais quentes, os feriados e as viagens de férias, é que o uso dele volta com tudo: os repelentes se tornam fundamentais na bagagem de qualquer pessoa.

Mas você sabe como eles funcionam? Qual é a forma correta para que realmente sejam eficazes, quais são as melhores fórmulas e até que ponto eles podem nos proteger? Vamos contar tudo aqui!

Entenda de que forma o repelente age protegendo sua pele

Basicamente, o repelente funciona criando uma camada de vapor sobre a pele, que é repulsivo aos mosquitos, evitando assim a picada.

É dessa maneira que eles conseguem repelir os insetos de uma forma nada agressiva. São agradáveis à nossa pele, ou seja, não são tóxicos aos seres humanos. De qualquer maneira, é importante ressaltar que é necessário muito cuidado para que o repelente não entre em contato com as mucosas e olhos.

Quais são os componentes mais eficazes?

A Organização Mundial da Saúde indica três ativos que podem estar presentes nas formulas dos repelentes. O IR3535, o Icaridina e o DEET.

Modos de usar e cuidados especiais

Sabendo que a ideia principal do repelente é criar uma área onde os insetos não possam se aproximar, é importante saber que o ideal é passa-lo no corpo todo. Existem alguns tipos de repelentes, mas o spray é o menos indicado, justamente porque é muito mais fácil da substância atingir as mucosas ou áreas com ferimentos, onde ele também deve ser evitado. Portanto, as melhores opções ainda são as fórmulas em creme e gel.

Nos casos onde você precisará utilizar roupa, muita gente costuma passar o repelente na pele e vestir a roupa. Mas, esse não é o ideal, pois isso fará com que não tenha o efeito esperado –  a nuvem de repelente que expulsa os insetos – não mantendo os insetos longe. Portanto, se for necessário o suo de roupa com o repelente, utilize-o por cima da roupa. Nesse caso, o spray é a melhor opção.

Lembre-se sempre disso: o mais importante no repelente é a área de isolamento que ele cria ao redor de quem o utiliza.

Também não é recomendado dormir com o repelente. Antes de dormir, ele deve ser lavado do corpo. Para continuar protegido durante as horas de sono, se estiver em local sem telas e redes de proteção, uma boa dica é passar o repelente nas bordas do lençol, criando uma área de repelente que protegerá as partes do corpo expostas durante o sono.

Na praia, o correto é passar, primeiramente, o protetor solar, que deverá ser absorvido na pele. Depois de aproximadamente  15 minutos, passe o repelente, que agirá mais externamente, conforme explicamos.

Como cada repelente e ativo age de uma maneira, o ideal é sempre respeitar as indicações dos fabricantes que estão presentes nos rótulos.

Outras dicas importantes

– Existem óleos naturais muito conhecidos pelo uso como repelente. O eucalipto-limão é bem utilizado, mas exige manipulação para que seja eficaz. A citronela é o único que pode ser utilizado em sua forma mais natural.

– Você também pode pensar no seu tipo de pele na hora de usar o repelente, como a versão gel para as peles mais oleosas e o creme para peles mais secas.

– Crianças com menos de 6 anos não devem utilizar repelentes, prefira roupas para proteção física ou telinhas.

– Não passe nas regiões mucosas nem em feridas, pois podem ser irritantes.

– Gestantes também devem utilizar repelente, pois todos são considerados seguros. Inclusive, existem repelentes feitos especialmente para gestantes, vale a pena consultar um dermatologista para saber o mais indicado.

– O tempo de exposição aos insetos também conta para dosar o tempo de reaplicação, porém, não passe mais que 3 vezes ao dia.

– Tomar Complexo B para repelir os insetos ainda não tem seus efeitos comprovados. Acredita-se que o odor exalado pelo corpo, após a ingestão do Complexo B, seja pouco ao ponto de criar um poder repelente.

– E, falando em odor, os insetos são atraídos também por cheiro, suor e cor da pele. Quanto mais clara, mais propenso à picadas.

Ficou com alguma outra dúvida sobre o uso dos repelentes? Tire sua dúvida com a nossa dermatologista!

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