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Perguntas e respostas

Hanseníase é a pauta no Janeiro Roxo: conheça os sintomas e tratamentos da doença

Ontem, último domingo do mês de Janeiro, foi comemorado o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, que acontece sempre nesse período. Por isso, nesse mês, a campanha é do Janeiro Roxo, para alertar a todas as pessoas sobre a doença. A Sociedade Brasileira de Dermatologia criou uma campanha para esclarecimento e minimização do preconceito sobre a doença.

Apesar da campanha em Janeiro, o alerta para a hanseníase deve ser tomado durante todo o ano, em qualquer estação. A campanha acontece com o objetivo de difundir informações sobre exames, diagnósticos e tratamento correto do problema.

O que é a Hanseníase e quais são os seus sintomas?

A Hanseníase, conhecida anteriormente como Lepra, é uma doença de pele que acomete os nervos, infecciosa, contagiosa e causada por bactérias. O não tratamento, ou o tratamento inadequado da hanseníase, pode causar deformidades e incapacidades no paciente.

Por ser contagiosa, há algumas duvidas com relação à transmissão da doença. O contato com a pele de um paciente com hanseníase não transmite a doença, que só é transmitida através de gotículas da saliva ou secreções do nariz. Porém, há níveis diferentes em que ela pode ser contagiosa, e, além disso, é necessária aproximação constante com o portador da doença. De modo geral, é uma doença com cura, mas que precisa ser corretamente tratada para que não deixe sequelas e para que mais pessoas não sejam infectadas.

Para reconhecer a hanseníase, basta ficar bem atento aos seus principais sintomas, já que as manifestações iniciais são o surgimento de manchas claras na pele, que possuem pouca ou nenhuma sensibilidade, sem pêlos e sem transpiração. Elas também não doem e nem coçam. Há também casos em que o paciente sente todos os sintomas, mesmo que não exista uma mancha visível.

O tratamento da hanseníase

Como dissemos, a hanseníase é uma doença que tem tratamento e cura. O sucesso do procedimento, inclusive, dependerá do diagnóstico precoce, porque quanto mais rápida a descoberta, mais rápido será também o tratamento, sem sequelas.

Ele é oferecido gratuitamente nas unidades públicas de saúde, portanto, basta procurar por um posto de saúde para que seja orientado e iniciado imediatamente. O tratamento pode durar de 6 meses a 2 anos, dependendo do estágio da doença.

É muito importante lembrar também que, assim que iniciado o tratamento, a doença deixa de ser transmissível. Portanto, quanto mais rapidamente for iniciado o tratamento, menor o número de pessoas contaminadas.

 

De maneira geral, o primeiro a perceber os sintomas é o próprio paciente. Não há uma forma de prevenção contra a hanseníase, sendo importante o tratamento em todos os pacientes para que não haja a transmissão. Então, para que ela não passe sem ser percebida, esteja atento às manchas que aparecem pelo corpo, principalmente na região dos braços, costas, pernas e rosto – essas são as regiões mais frequentes das manchas, mas elas também podem aparecer em outras áreas.

Por ser uma doença dermatoneurológica, assim que perceber qualquer problema com manchas, procure imediatamente seu dermatologista, para que o diagnóstico correto seja feito e o tratamento iniciado.

Divulgue essas informações, para que mais pessoas possam entender e procurar um atendimento médico o mais rápido possível.

 

Ficou com alguma dúvida sobre a hanseníase? Envie sua pergunta para a nossa dermatologista!

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